quarta-feira, 1 de junho de 2011

Asas



Adormeço a realidade em que me anulo tanta vez. Não há pensamentos, não há medo, não há passado, presente, nem futuro. Não há nada para além do Tudo, tão presente na sua ausência. E silencio-Me. Nas costas despontam as asas. Que sempre lá estiveram, das quais eu me esqueço tanta vez. E sinto-as ganharem forma, espreguiçarem-se felizes, felizes por serem livres. Giro sobre mim mesma, ganho altura. E vejo mil cores que nunca vi, sinto mil odores que nunca senti, e subo aos céus de mão dada com outras mãos. Mãos que aquecem, mãos que aliviam, mãos que purificam. E ao longe vejo-O a ele, olho os seus pés de encontro a mim. E é Amor.
Abro os olhos, nunca saí daqui, de Mim. Há tanto em Nós que nos esquecemos. Que as asas nos lembrem. Vários tipos de amor que enchem as nossas vidas, deixa eles te levarem, pois todos te preenchem de algum jeito.